sexta-feira, 5 de agosto de 2016

REVIVENDO POEMAS. TRISTE REALIDADE ( CENA DO COTIDIANO)







TRISTE REALIDADE ( CENA DO COTIDIANO)

                              S.Paulo  Mary Balt  11 março 2015

Um rapaz cabisbaixo,
Caminhando tristonho pela Rua Direita,
Vai ali arrastando o que chama de vida.

Quando tudo passou, só restou um amigo,
Só restou o violão, só ficou a saudade e uma nota de “dó”,
Um cigarro entre os dedos, amassado e sem graça.

               Os seus sonhos de jovem estão mortos,
Dormentes, vão seguindo sem rumo,
Nas calçadas sem cor.

Caminhando ao relento com seu passo inseguro,
Vai andando sem pressa,
Mais parece um fantasma,
Transparente, sem forma.

               Hoje eu vi, com tristeza,
               Pelas ruas vagando,
O rapaz cabisbaixo quase opaco, sem luz,
               Violão pendurado em seus ombros caídos,
Entre os dedos cansados um cigarro apagado.


 

  

 



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Grata pelos comentários dirigidos ao meu blog. A poesia também lhes agradece considerando que é muito raro alguém de bom coração não se interessar por estórias de sentimentos contadas em versos.

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