TRISTE
REALIDADE ( CENA DO COTIDIANO)
S.Paulo Mary Balt 11 março 2015
Um
rapaz cabisbaixo,
Caminhando
tristonho pela Rua Direita,
Vai ali
arrastando o que chama de vida.
Quando
tudo passou, só restou um amigo,
Só
restou o violão, só ficou a saudade e uma nota de “dó”,
Um
cigarro entre os dedos, amassado e sem graça.
Os seus sonhos de jovem estão
mortos,
Dormentes,
vão seguindo sem rumo,
Nas
calçadas sem cor.
Caminhando
ao relento com seu passo inseguro,
Vai
andando sem pressa,
Mais
parece um fantasma,
Transparente,
sem forma.
Hoje eu vi, com tristeza,
Pelas ruas vagando,
O rapaz
cabisbaixo quase opaco, sem luz,
Violão pendurado em seus ombros
caídos,
Entre
os dedos cansados um cigarro apagado.
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Grata pelos comentários dirigidos ao meu blog. A poesia também lhes agradece considerando que é muito raro alguém de bom coração não se interessar por estórias de sentimentos contadas em versos.