" FUNDO DE QUINTAL "- MARY BALTH ÓLEO SOBRE TELA Sejam bem vindos a uma página vazia Na metamorfose fria, Que será súbito inundada Pela luz da poesia... Vou esperá-los nesta nossa caminhada, E a página agora em branco , de cores será bordada. Para nós é ANO NOVO muitas luzes , muita festa, nas cidades e nos campos.. Vamos brindar ao começo de uma nova caminhada. Caminhemos...
sábado, 27 de setembro de 2014
Poetamorfose: REVISITANDO POEMAS " FUGA DA CRIAÇÃO" um pouquinh...
Poetamorfose: REVISITANDO POEMAS " FUGA DA CRIAÇÃO" um pouquinh...: Não existem explicações para os sentimentos que se passam no mais intimo de nossa alma. É difícil ser como sou, gosto das coisas lógicas,...
REVISITANDO POEMAS " FUGA DA CRIAÇÃO" um pouquinho para meditar.
Não existem explicações para os sentimentos que se passam no mais
intimo de nossa alma. É difícil ser como sou, gosto das coisas lógicas, claras,
objetivas. Isto algumas vezes torna-se confuso. Sentimentos vagueiam, sem
explicações. De repente, vemos algumas atitudes sendo tomadas à nossa volta,
vêm quase sempre de pessoas queridas, sem justas explicações. Assim acaba-se
nossa inocência, nossa bondade. Desilusão, esta que eu denomino “sonhadora” se
foi, levando consigo a inspiração, a pureza que está nos sonhos, na esperança,
no entusiasmo, sem isso não há “criatividade”, a mensagem não pode ser passada,
apenas folhas mortas pelo chão...
Por esse motivo,
criei o meu poema “Fuga da Criação” era necessário colocar nossas mágoas para
fora, nossos desalentos... Esta explicação se faz obrigatória para mim, para
maior clareza daqueles que porventura lerem os meus poemas.
Aguardo com
ansiedade que a “Sonhadora” retorne, e por este motivo “deixo a porta
entreaberta, e nas noites de lua seu retorno eu espero”...
Decorei esta frase,
para sempre. Não dá mesmo para esquecê-la!
Segue abaixo o meu
poema “ Fuga da Criação”
A foto ao acima é de um dos meus trabalhos"Túnel do Tempo" fundamentado no poema
"Caminhada", observem a figura de mulher, a "Sonhadora".
Óleo sobre tela med. 80 x 60 cm.
A FUGA DA CRIAÇÃO
SP. 31.08.2009
Viajante do tempo,
à procura do sol,
pesquisando no espaço,
os espaços de luz ...
A que outrora sonhava,
“Sonhadora” se foi
e partiu de repente,
sem olhar para trás,
Tem
o corpo cansado
de pensar e sonhar por um mundo
melhor...
E agora o que faço, se sonhar é criar?!
“sonhadora” retorne a minh'alma te espera,
Deixo a porta
entreaberta.
E nas noites de
lua...“sonhadora”, retorne
É preciso criar,
impossível parar.
terça-feira, 23 de setembro de 2014
Poetamorfose: REVISITANDO POEMAS -SELO GRAVADO - POR UM MUNDO ME...
Poetamorfose: REVISITANDO POEMAS -SELO GRAVADO - POR UM MUNDO ME...: Eram outros os tempos, outras estórias, outros interesses, quando compus estes versos. Mas, a marca da simplicidade, nunca será perdida,...
REVISITANDO POEMAS -SELO GRAVADO - POR UM MUNDO MELHOR.
Eram outros os tempos, outras
estórias, outros interesses, quando compus estes versos.
Mas, a marca da simplicidade,
nunca será perdida, faz parte mesmo do ser. Falar claro, ser verdadeira.
Subitamente algumas coisas podem se transformar, piorar, melhorar, passarem
para o outro lado, virarem ao avesso, porém o essencial ficará. A “marca”
jamais se extinguirá. A seiva, o conteúdo mais profundo do ser
brilhará para sempre. A mensagem deve permanecer. A poesia é portanto, a
mensageira da verdadeira transmutação.
Muita Paz para todos que
vivemos nesse mundo tão intranquilo. Melhores dias para aqueles que de
alguma forma se irmanam pelo amor e pela poesia.
SÊLO GRAVADO
Mary Balth 24/12/1991
Nós queremos que a nossa “marca” fique,
Bem gravada, fincada qual coluna,
Norte e sul, leste e oeste,
Aos quatro cantos.
Ela vai ser plantada em boa terra,
e as raízes que frescas hoje são,
algum dia decerto brotarão.
Nossa marca, com o selo da verdade,
Bem colado, gravado, carimbado,
Vai ao mundo explicar pela poesia,
O segredo que aos homens foi velado,
Desvendar para eles os mistérios,
Pois felizes seriam,
Se soubessem o poder e essa força que possuem,
Que são filhos de Deus e que são deuses!
Nossa marca será simplicidade,
Qualquer um pode ler, pode entender,
Com palavras bem leves, sem rodeios,
muitos seres queremos atingir
Como seta direto ao coração.
domingo, 21 de setembro de 2014
Poetamorfose: PARA RECORDAR " POEMA FORA DO TEMPO" SAUDADES...
Poetamorfose: PARA RECORDAR " POEMA FORA DO TEMPO" SAUDADES...: Todos repetem a frase que se tornou popular... “ há mais mistérios entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia”...eu acredito ne...
PARA RECORDAR " POEMA FORA DO TEMPO" SAUDADES...
Todos
repetem a frase que se tornou popular... “ há mais mistérios entre o céu e a
terra do que sonha nossa vã filosofia”...eu acredito nesta máxima, a
transmissão de pensamentos entre pessoas pode acontecer. A história desse poema
concretiza essa ideia. Longe, bem longe, mora a minha filha, no primeiro dia do
mês de dezembro de 2004, estava eu a pensar na vida e na distância entre nós,
quando idealizei este poema. Lá, num país distante, também ela meditava com
saudade lendo a Canção do Exílio do nosso querido poeta Gonçalves Dias: “ Minha
terra tem palmeiras, onde canta o sabiá, as aves que aqui gorjeiam, não
gorjeiam como lá...” As palavras , assim como os pensamentos transmitem
nossos sonhos e emoções.
Fim
de semana com belos dias de sol e noites frias. Afinal, é primavera. Até breve.
POEMA FORA DO TEMPO ...
Mary Balth SP. 01.12.2004
Ela veio sutil e delicada,
Instalou-se na sala de jantar,
pendurou-se nos quadros,
nas paredes, ficou lá a me olhar,
pura metáfora !!!
Companhia me faz, e posso vê-la
Refletida no espelho da varanda,
Muitas vezes, se senta em minha cama,
Ou num canto do quarto a meditar.
Outro dia, outra hora, em horas
mortas,
perguntei-lhe seu nome,
Ela me disse, segredou-me na luz da sua mente,
Desenhou
com uma tinta de ouro puro:-
“ ...o meu nome é saudade” e o sobrenome?
Qualquer um, não importa o sobrenome ...”
Algum dia decerto vamos juntas,
Passear de mãos dadas pela praça...
domingo, 14 de setembro de 2014
Poetamorfose: REVISITANDO POEMAS - "N U A N C E S " PARA RELEMB...
Poetamorfose: REVISITANDO POEMAS - "N U A N C E S " PARA RELEMB...: O poema “Nuances” é uma homenagem aos Grandes Mestres que por aqui passaram, deixando a irradiação de sua Luz. Acredito que algum dia, re...
REVISITANDO POEMAS - "N U A N C E S " PARA RELEMBRAR...
O poema “Nuances”
é uma homenagem aos Grandes Mestres que por aqui passaram, deixando a
irradiação de sua Luz. Acredito que algum dia, retornarão quem sabe, em algum
continente, com uma nova mensagem que por muitos decerto será entendida e divulgada.
É nessa esperança que muitos estarão em ansiosa espera.
Acreditamos e aguardamos
que este Século XXI nos possa trazer mudanças de pensamentos, de hábitos, mais
amor e entendimento entre os povos.
Abaixo transcrevo o meu
poema “Nuances” desejando a todos melhores dias. Boa Leitura.
Mary Bath / 1991
A
verdade é velada e o livro ocluso,
Brevemente fechado ele será
Não importa o lugar, o dia e a hora ...
O caminho, a mensagem, o condutor ...
Muitas vezes ao mundo ele virá...
Por estrelas luzentes dirigido .
Cada dia é um dia, e ao vir dos anos,
Muita coisa decerto mudará ! ...
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
Poetamorfose: REVISITANDO POEMAS " CIDADE GRANDE -ROTINA E REALI...
Poetamorfose: REVISITANDO POEMAS " CIDADE GRANDE -ROTINA E REALI...: Compus o poema “Cidade Grande” como uma espécie de expiação, para gravar o meu sentimento. Espero ainda mais em épocas festivas, felizes,...
REVISITANDO POEMAS " CIDADE GRANDE -ROTINA E REALIDADE CRUEL)
A foto
ao lado denominei "SÃO PAULO, ARREBOL E FLORES" ( óleo sobre
tela) paisagem que compus vista da minha varanda no 17º andar. Vê-se tremulando
a Bandeira de São Paulo no alto do Edifício Banespa no centro da cidade.
CIDADE
GRANDE ( ROTINA E REALIDADE CRUEL...)
Mary
Balth SP. 31.05.2001
É um corpo que cai,
É um ser que despenca!...
Na calçada, onde jaz.
Transeuntes que passam,
Largos passos têm pressa
Seus olhares desviam,
Sem olhar para trás.
Nas fachadas, tão perto,
De janelas cerradas,
Como punhos fechados,
A cidade se esconde!
Por detrás de altos muros.
Já não vê, nem pressente,
Já não ouve nem sente,
Enterrou sua alma,
Nas calçadas de pedra.
terça-feira, 9 de setembro de 2014
Poetamorfose: Revisitando poemas "POEMA ESTRELA" apenas para re...
Poetamorfose: Revisitando poemas "POEMA ESTRELA" apenas para re...: Certa vez, ao passar por uma rua por todos conhecida nesta cidade, por ter muitas lojas de belos lustres, lâmpadas coloridas e apetrechos...
Revisitando poemas "POEMA ESTRELA" apenas para recordar.
Certa vez, ao passar por uma rua por todos conhecida nesta cidade, por ter muitas lojas de belos lustres, lâmpadas coloridas e apetrechos que embelezam as casas dos que podem torná-las ainda mais belas, fui surpreendida com a ideia inicial para o nascimento deste poema. Estas coisas podem não comover a muitos, mas a mim afetam o pensamento, faço comparações entre as diferentes realidades, ainda consigo sentir as injustiças, as diferenças. A poesia nos ajuda a expressar o que alguns nem sempre conseguem entender.
POEMA ESTRELA
Mary
Balth 24.04.2001
Eu vi uma estrela na loja de lustres,
Eu vi uma estrela!
Porque uma estrela
Na loja de lustres ?
Porque ? Para que ?
Com tanta beleza,
Nas lojas repletas de finos requintes,
Pra que uma estrela
Em meio à opulência,
A tanta riqueza,
A tal claridade, a tanto fulgor?
Porque, para que?
Eu quero uma estrela
Na noite, na chuva,
Na rua deserta,
Na estrada sem lua!
Eu quero uma estrela,
Brilhando
mil luzes,
Na
noite dos pobres,
Sem
lar e sem pão.
Preciso uma estrela,
Eu quero uma estrela,
Que brilhe na estrada
De algum viajante,
Que estando perdido,
Se encontre, se encontre...
sábado, 6 de setembro de 2014
Poetamorfose: REVISITANDO POEMAS - REENCARNAÇÃO ( UMA LEI PARA S...
Poetamorfose: REVISITANDO POEMAS - REENCARNAÇÃO ( UMA LEI PARA S...: Um final de semana para analisar acontecimentos e meditar... REENCARNAÇÃO ( UMA LEI PARA SEMPRE) ...
REVISITANDO POEMAS - REENCARNAÇÃO ( UMA LEI PARA SEMPRE...)
Um final de semana para analisar acontecimentos e meditar...
REENCARNAÇÃO ( UMA LEI PARA SEMPRE)
REENCARNAÇÃO ( UMA LEI PARA SEMPRE)
MARY BALTH SP 25 / 01/ 2014
FECHO AGORA AS PERSIANAS,
JANELAS DE MINHA ALMA,
NÃO VEJO A ÁGUA SUBINDO,
NÃO VEJO O RIO CRESCENDO,
SEM CHEGAR À MINHA PORTA,
SEM SEQUER PEDIR LICENÇA.
REPARO, PRESTO ATENÇÃO,
NO FOGO QUE ESTÁ QUEIMANDO,
NOS INCÊNDIOS DAS FLORESTAS,
ARRASADAS POR BANDIDOS
OS DONOS DAS MOTO-SERRAS.
NOS BICHOS QUE JÁ SE FORAM,
NAS ALMAS QUE NÃO VOLTARAM
CERTAMENTE VOLTARÃO,
NO TEMPO QUE ESTÁ CONTADO.
DE CIMA LÁ BEM DO ALTO,
MELHOR SE VÊ A PAISAGEM
DESTRUÍDA PELOS HOMENS.
E É TANTA DESTRUIÇÃO,
QUE DÁ PENA, QUE DÁ DÓ.
SÃO BURACOS NAS FLORESTAS
OS RIOS ESTÃO PERDIDOS,
SUJOS, TRISTES, MALTRATADOS,
PROCURAM SEU LEITO ANTIGO,
NÃO ENCONTRAM SEU CAMINHO.
NUNCA MAIS ENCONTRARÃO.
REENCARNAR É A LEI QUE A TODOS
SUBMETE
NUM CICLO ETERNO E SEM FIM.
NÃO FAZ SENTIDO QUERER ESCAPAR
DAS LEIS SUPREMAS,
QUEM DESTROI NÃO TEM PERDÃO.
FECHAREI ENTÃO MEUS OLHOS,
PRA NÃO VER, PRA NÃO SENTIR,
SEUS GRITOS NA ESCURIDÃO.
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
Poetamorfose: REVISITANDO POEMAS "FILOSOFANDO" EU SEI QUE NADA S...
Poetamorfose: REVISITANDO POEMAS "FILOSOFANDO" EU SEI QUE NADA S...: Particularmente, me envolvo neste poema, gosto do que escrevi, estas questões profundas nos perseguirão por toda a nossa vida, sem respost...
REVISITANDO POEMAS "FILOSOFANDO" EU SEI QUE NADA SEI.
Particularmente, me
envolvo neste poema, gosto do que escrevi, estas questões profundas nos
perseguirão por toda a nossa vida, sem respostas.
Bom final de semana
à luz suave e forte da poesia que nos ajuda a pensar e a viver. Até breve.
FILOSOFANDO
MARY
BALTH São
Paulo, 23/07/2010
É preciso pensar e ter coragem de ir além da vista,
Além do horizonte, além de tudo, além daquilo que esta vista
alcança...
E como perguntar à ventania,
Dos segredos que vê por onde anda?
E como mergulhar num oceano de águas ora claras, ora escuras!
E como interrogar à Mãe das Águas onde esconde secretas, invisíveis,
As chaves destes reinos tão profundos...
E como descobrir em tela antiga,
Os segredos das tintas e das cores?...
E como perguntar aos altos montes,
Às rochas tão caladas, onde guardam as pedras escondidas,
Salpicadas no meio do caminho?
E olhando o céu azul dentro da noite,
Recoberto de estrelas coruscantes,
Em infindos mistérios submerso,
A pergunta de sempre retornou,
Quem sou eu? De onde venho? Pra onde vou?...
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