quinta-feira, 25 de junho de 2015

Poetamorfose: PARA RECORDAR... POEMA TRISTE (HISTÓRIA DO COTIDIA...

Poetamorfose: PARA RECORDAR... POEMA TRISTE (HISTÓRIA DO COTIDIA...: Todos os dias, ao voltar do serviço para casa à tardinha, à hora do sol posto, via parado, encostado no corredor da Estação , aquele homem...

PARA RECORDAR... POEMA TRISTE (HISTÓRIA DO COTIDIANO)

Todos os dias, ao voltar do serviço para casa à tardinha, à hora do sol posto, via parado, encostado no corredor da Estação , aquele homem. 
Tinha o olhar distante, a face sem expressão, e o pouco que possuía, ali estava, numa mala no chão ao seu lado. Muitos estão na mesma situação, mas não sei mesmo explicar, este ser humano me deixava pensativa, preocupada. Não há explicações para certos pensamentos ou fatos que nos incomodam que nos deixam perplexos, quando tantos outros passam despercebidos. A casa, o lar, é sagrado e os que não mais o têm, que o perderam por algum motivo, conseguem me causar grande dor. Até mesmo os pássaros, os peixes, todos os animais de alguma forma voltam aos seus ninhos à procura de abrigo, conforto e segurança... um homem, um ser humano, assim como este que via todas as tardes, não tinha mais para onde retornar, dormir, descansar e se abrigar !  ... para contar a história desse ser, fui elaborando uma vida para ele, que talvez houvesse possuído, um dia..." Uma casa, flores na varanda, crianças brincando no quintal"... Agora apenas recordações e o fingir que espera um trem, um trem, que nunca vem!   Assim, naquela noite do dia 11/03/97, ao chegar em casa, pusemos para tocar um “Noturno de Chopin”, e  naquele ambiente de música inigualável e paz nasceu este poema.
Aquela história  profundamente triste, veio para mim, completa, inteira, e se revelou nos versos que abaixo transcrevo. Confesso que muito chorei e algumas vezes ainda choro, e dessa forma dei-lhe o nome de "POEMA TRISTE" História do Cotidiano.  
Estou postando mais uma vez o POEMA TRISTE
 ( HISTÓRIA DO COTIDIANO) publicado no meu Blog em  10/12/2010. Todas as vezes que declamei estes versos tão realistas, observei nos olhos das pessoas que me escutavam o brilho do interesse e da compreensão. Estas vidas perdidas, desperdiçadas muitas vezes pela falta de oportunidades sempre nos comovem.


                  POEMA TRISTE  - História do Cotidiano
        
                                              Mary Balth 11/03/1997

                 O homem na estação,
                 Em vão espera o trem,
                 Um trem que nunca vem...

                 O homem na estação,
                 Mergulha em pensamento,
                 Emerge noutro tempo,
                 Um tempo que não tem,
                 Tristeza e solidão ...

                  Ao lado, a mala pobre,
                  É tudo que restou...
                  E deixa-se absorto
                  Entrar no labirinto
                  Do tempo que passou...

                  “Revê a casa amiga,
                  As rosas na varanda,
                  As roupas no varal,
                  E os gritos das crianças,
                  Correndo no quintal. ”
                                 
                  Por isso todo dia,
                  Na hora do sol posto,
                  Agora que não tem,
                  Pra onde retornar,
                  Eu vejo com desgosto,
                  O homem na estação,
                  Que em vão espera o trem
                  Um trem que nunca vem ! ...


segunda-feira, 15 de junho de 2015

Poetamorfose: REVIVENDO POEMAS..." POEMA DO AMANHECER e O SEME...

Poetamorfose: REVIVENDO POEMAS..." POEMA DO AMANHECER e O SEME...: O "Poema do Amanhecer" deve simbolizar o nascimento de um novo dia, o arrebatamento que sentimos ao nos depararmos com o nascer ...

REVIVENDO POEMAS..." POEMA DO AMANHECER e O SEMEADOR"

O "Poema do Amanhecer" deve simbolizar o nascimento de um novo dia, o arrebatamento que sentimos ao nos depararmos com o nascer do sol, com o alvorecer. Já, o poema "O Semeador",  apresenta o nascimento, a chegada de uma criança, um novo ser na casa que o aguarda, toda enfeitada de flores e guirlandas...creio que consegui realizar com tão poucas palavras nascidas da emoção e do coração, aquilo que esperavam e que os meus filhos me haviam solicitado.     Parece um tanto estranho, mas foram nascidos no século passado, 1991!    Pois é, estamos no século XXI, o tempo não para, a vida passa depressa, é aconselhável olharmos sempre a linha do horizonte à procura da melhor estrada a percorrer.  Boa sorte, bons sonhos e boa leitura.
Ao lado foto de tela à óleo de minha autoria, paisagem "Recanto de Paz" .

    POEMA DO AMANHECER   
                        Mary Balth  1991
              
               E cai a noite,
       As sombras cobrem os campos,
       De densa escuridão...      
  e toda a natureza dorme em         mansidão.

 Mas, surge radiosa e fresca a madrugada !...
      Transformadora e bela se reveste,
      De todo o palpitar, De toda a luz
     Da LUZ que vem do Leste .

                                   O  SEMEADOR

                                             Mary Balth  1991

                 E vai o semeador
                 Em terra fértil, põe,
                 Com todo seu amor
                 A tenra sementinha.
                 E espera “nove” luas,
                 Em doce meditar ...

                 Prepara toda a casa
                 Com flores e guirlandas,
                 E enfeita o leito amigo
                 Na espera que virá...
                
                 E enfim, na hora certa
                 Na linha do horizonte,
                 Um grito ecoará
                 E a vida ali, será.


quinta-feira, 11 de junho de 2015

Poetamorfose: REVIVENDO POEMAS - PARA MEDITAR " NASCIMENTO ( LI...

Poetamorfose: REVIVENDO POEMAS - PARA MEDITAR " NASCIMENTO ( LI...:                                                                                                                                           ...

REVIVENDO POEMAS - PARA MEDITAR " NASCIMENTO ( LIBERDADE COMO NASCEM OS VERSOS...)

                                                                                                                                                                                
Vamos enxugar a alma do nosso planeta que anda com calor excessivo e chorando demais!   Colaboremos então com uma coleta de materiais dispersos e menos desperdício em todos os níveis. 
Quem sabe os anjos do bem ajudarão? É preciso acreditar. Estes seres estão sempre de plantão pra nos ajudar. Eles nunca dormem  

NASCIMENTO  (LIBERDADE-COMO NASCEM OS VERSOS...)
                                         
                                                        Mary Balth  04  janeiro 2014
A mão do poeta
Não pode escrever
Palavras esparsas,
Discursos vazios,
Que agora não sente,
E nunca sentiu.

É tudo surpresa,
Então o processo,
É fruto incessante
De algum passarinho,
Que vem lhe soprar,
Jogando a caneta
Na palma da mão então preparada,
Que vai redigir e o verso surgir.

Assim são os versos,
Nascidos de estórias contadas às noites,
Da lua ao brilhar,
Nascidos falantes,
Brilhando no alto, vibrando no ar,
Lançando as palavras,
Além dos penhascos da luz e do sol,
Revelam segredos de campos secretos de algum girassol.


quinta-feira, 4 de junho de 2015

Poetamorfose: PARA RELEMBRAR...CIDADE GRANDE ( ROTINA E REALIDAD...

Poetamorfose: PARA RELEMBRAR...CIDADE GRANDE ( ROTINA E REALIDAD...: Abaixo transcrevo o meu poema que consegui captar de uma cena lamentável e transformar em versos. Bons negócios, felizes dias e Boa Leitur...

PARA RELEMBRAR...CIDADE GRANDE ( ROTINA E REALIDADE CRUEL...)

Abaixo transcrevo o meu poema que consegui captar de uma cena lamentável e transformar em versos. Bons negócios, felizes dias e Boa Leitura.  

       CIDADE GRANDE  ( ROTINA E REALIDADE CRUEL...)  
                                                        
                            Mary Balth  SP. 31.05.2001           

                 É um corpo que cai,
               É um ser que despenca!...
               Na calçada, onde jaz.
               
              Transeuntes que passam,
              Largos passos têm pressa
              Seus olhares desviam,
              Sem olhar para trás.
                
              Nas fachadas, tão perto,
              De janelas cerradas,
              Como punhos fechados,
              A cidade se esconde!
              
              Por detrás de altos muros.
        Já não vê, nem pressente,
              Já não ouve nem sente,
              Enterrou sua alma,
              Nas calçadas de pedra.



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