terça-feira, 27 de março de 2018

Poetamorfose: MEU TRABALHO: " FLOR COM NINHO DE OVOS"óleo sobre...

Poetamorfose: MEU TRABALHO: " FLOR COM NINHO DE OVOS"
óleo sobre...
: MEU TRABALHO: " FLOR COM NINHO DE OVOS" óleo sobre tela. SAUDADES, uma homenagem. Não há mesmo descrição para o sentimen...
MEU TRABALHO: " FLOR COM NINHO DE OVOS"
óleo sobre tela.




SAUDADES, uma homenagem.
Não há mesmo descrição para o sentimento de perda do elo que nos une à nossa mãe. Essa separação é eterna. O vazio que nos engole invade todo o nosso ser e a nossa alma fica assim indigente, sozinha, deserta. Nada substitui sua presença.
Este poema foi criado no dia do aniversário de minha mãe, 27 de março. Por esse motivo, é um poema carregado de sentimentos bem profundos. Ela partiu em 02 de Março de 1982.
 

PELO SEU ANIVERSÁRIO   ( À MINHA MÃE -   SAUDADES)
                                          
                                                  Mary Balth  SP  27/03/2012

E quantas vezes não falei contigo,
Em muitas outras pouco lhe abracei,
Quando podia estar perto de ti,
Bem longe, muito longe me escondi.

Então o mundo louco, eu não conhecia!
As tramas que o destino preparava,
Decerto nem de leve suspeitava.
E jovem, toda a sorte  me  sorria.

E quando tu te foste para sempre ,
Eu nem acreditei no que eu via.
Eu me senti tão órfã , tão vazia.
Meu coração partido, assim carente
Quisera lhe abraçar por este dia.

sábado, 24 de março de 2018

PARA RELEMBRAR... MEU POEMA " CAMINHADA" uma volta ao passado.

MEU TRABALHO:
"CASTELOS DE SONHOS" - óleo sobre tela.



Dar o primeiro passo na vida nem sempre é fácil. Andar a cada dia, sem pensar nas escolhas. O que passou, simplesmente passou. Não retorna, jamais retorna. Então, é caminhar em frente o olhar para o alto em busca do infinito que sempre nos surpreende. Aproveitar o momento presente assim como se apresenta é uma grande sabedoria. Aprender sempre, qualquer coisa, tudo vai se encaixar em nosso cérebro.  Penso, sinto que é o que desejei explicar em sentimentos nesse poema “Caminhada”, o que se pode intuir nos vazios enormes, que às vezes nos incomodam?  Seres humanos são realmente complexos. Como explicar os amores e desamores dessa vida? Apenas VIVER! É fantástico, um presente, dádiva divina.
Até breve com muitos pensamentos, sentimentos emoções...



     C A M I N H A D A      
                              Mary Balth  SP. 15/05/2001
   
    Hoje eu quero sentir, caminhar,
    Nas veredas vazias da vida, 
    No retorno ao início das eras,
    Objetos que são refletidos,
    Na paisagem deserta do ser!
    Que complexo é ser, Ser Humano!
    Refletir na odisseia do tempo,
    Como longo ele vem e se vai.
    É um gato manhoso que dorme,
    Um cachorro latindo na estrada,
    Que vê sombras que o humano não vê!
       
    É um quadro total surrealista,
    É Dali com o seu gênio criando,
    um relógio quebrado na mesa!

    Um sapato encharcado na porta,
    Referência do seu caminhar.
    Arco-iris cortando no espaço,
    Recamado de luzes azuis.

    É o retorno da arte, pra arte,
    O regresso do filho que parte.
     
    É o caos de perguntas sem volta,
    Esqueletos voando no ar...
    É a pintura de velhos sobrados,
       Casarios que o tempo levou...
       É a terra que chora e suplica
       Nos vazios, espaços, no nada .



quarta-feira, 21 de março de 2018

Poetamorfose: para recordar... meu poema : " parece paisagem, pa...

Poetamorfose: para recordar... meu poema : " parece paisagem, pa...: MEU TRABALHO  " " UMA JANELA      PARA O   JARDIM" Parece paisagem   (parece pintura )      Mary Balth ...

para recordar... meu poema : " parece paisagem, parece pintura..."



MEU TRABALHO  "
" UMA JANELA      PARA O   JARDIM"



Parece paisagem  (parece pintura )

   Mary Balth     SP  13-12-2012

Aquela moça de alma simples ,
de alma pura, do interior,
Que amava o vento,
Que amava a lua,
Que amava o sol e o por do sol,
Que amava a virgem, como uma santa,
Da igrejinha do seu lugar...
Que amava a terra,
Que amava o mar...

Que amava o povo, suas bandeiras,
Que defendia Suas ideias, seus ideais! ...

Quer esquecer, não quer lembrar,
Daquele tempo que amava o vento,
Que amava a terra, que amava a vida,
Que amava o mar...


domingo, 11 de março de 2018

Poetamorfose: PARA RELEMBRAR... MEUS VERSOS " PÓEMA TRISTE - HIS...

Poetamorfose: PARA RELEMBRAR... MEUS VERSOS " PÓEMA TRISTE - HIS...:   MEU TRABALHO : " MEDITAÇÃO " ÓLEO SOBRE TELA. Não há explicações para certos pensamentos, ou fatos que nos incomodam, que...

PARA RELEMBRAR... MEUS VERSOS " PÓEMA TRISTE - HISTÓRIA DO COTIDIANO "


 MEU TRABALHO : " MEDITAÇÃO "
ÓLEO SOBRE TELA.
Não há explicações para certos pensamentos, ou fatos que nos incomodam, que nos deixam perplexos, quando tantos outros passam despercebidos. A casa, o lar, é sempre sagrado e os que não mais o têm, que o perderam por algum motivo, conseguem me causar grande dor. Quando até mesmo os pássaros, os peixes, todos os animais de alguma forma voltam aos seus ninhos à procura de abrigo, conforto e segurança... um homem, um ser humano, assim como este que via todas as tardes, não tinha mais para onde retornar, dormir, descansar e se abrigar !!!  ... para contar a história desse ser, fui elaborando uma vida para ele, que talvez houvesse possuído, um dia...." uma casa, flores na varanda, crianças brincando no quintal"... agora apenas recordações e o fingir que espera um trem, um trem, que nunca vem!!!   Assim, naquela noite do dia 11/03/97, ao chegar em casa, o meu filho, falou-me: ..."Vamos escrever? Pôs então para tocar um Noturno de Chopin, e  naquele ambiente musical nasceu este poema. Aquela história  profundamente triste, veio para mim, completa, inteira, e se revelou nos versos que abaixo transcrevo. Confesso que muito chorei ,e algumas vezes ainda choro, e dessa forma dei-lhe o nome de - "POEMA TRISTE História do Cotidiano”.      


POEMA TRISTE  - História do Cotidiano

                                  Mary Balth 11/03/1997

O homem na estação,
Em vão espera o trem,
Um trem que nunca vem...

O homem na estação,
Mergulha em pensamento,
Emerge noutro tempo,
Um tempo que não tem,
tristeza e solidão .

Ao lado, a mala pobre
É tudo que restou,
E deixa-se absorto
Entrar no labirinto
Do tempo que passou...

“Revê a casa amiga,
As rosas na varanda,
As roupas no varal...
E os gritos das crianças,
Correndo no quintal !!!...”

Por isso todo dia,
Na hora do sol posto,
Agora que não tem,
pra onde retornar,
Eu vejo com desgosto,
O homem na estação,
Que em vão espera o trem
Um trem que nunca vem .


terça-feira, 6 de março de 2018

Poetamorfose: PARA RECORDAR... MEUS VERSOS " FILOSOFANDO "

Poetamorfose: PARA RECORDAR... MEUS VERSOS " FILOSOFANDO ": MEU TRABALHO : " FLOR COM NINHO DE OVOS" ÓLEO SOBRE TELA. Do casamento de Philos + Sofhia ( amor à sabedoria) nasce a a...

PARA RECORDAR... MEUS VERSOS " FILOSOFANDO "

MEU TRABALHO : " FLOR COM NINHO DE OVOS"

ÓLEO SOBRE TELA.


Do casamento de Philos + Sofhia ( amor à sabedoria) nasce a atitude de pensar. Decifrar enigmas, estudar, aprender, ter a mente sempre pronta para intuir novas informações, aberta ao novo. Permanecer aptos ao espírito crítico, sem preconceitos. Deixar fluir a intuição. Pesquisar sem certezas, sem conclusões definitivas. Estudar a filosofia é deixar-se seduzir pelas perguntas, pela busca incessante do conhecimento, abrir a mente para verdades que talvez não sejam as nossas verdades. Defender sempre o direito de pensar, inclusive deixando aos demais esse mesmo direito.   Assim raciocinando, pensando nas situações da vida que se colocam diante de nós aguardando por respostas, a cada momento, nasceu o poema “Filosofando” repleto de perguntas, eternamente questionadas. Particularmente, me envolvo neste poema, gosto do que escrevi, estas questões profundas nos perseguirão por toda a nossa vida, sem respostas.
Boa SEMANA à luz suave e forte da poesia que nos ajuda a pensar e a viver.


FILOSOFANDO

MARY BALTH    São Paulo, 23/07/2010

É preciso pensar e ter coragem de ir além da vista,
Além do horizonte, além de tudo, além daquilo que esta vista alcança...

E como perguntar à ventania,
Dos segredos que vê por onde anda?

E como mergulhar num oceano de águas ora claras, ora escuras!
E como interrogar à Mãe das Águas onde esconde secretas, invisíveis,
As chaves destes reinos tão profundos...

E como descobrir em tela antiga,
        Os segredos das tintas e das cores?...

E como perguntar aos altos montes,
Às rochas tão caladas, onde guardam as pedras escondidas,
       Salpicadas no meio do caminho?


E olhando o céu azul dentro da noite,
Recoberto de estrelas coruscantes,
Em infindos mistérios submerso,
A pergunta de sempre retornou,
Quem sou eu? De onde venho? Pra onde vou?...


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