quinta-feira, 11 de setembro de 2014

REVISITANDO POEMAS " CIDADE GRANDE -ROTINA E REALIDADE CRUEL)

Compus o poema “Cidade Grande” como uma espécie de expiação, para gravar o meu sentimento.  Espero ainda mais em épocas festivas, felizes, alegres, que minhas retinas não tenham o desgosto de registrar situações semelhantes (um homem, um corpo no chão...) e que deveras agridem o nosso coração. Abaixo transcrevo o meu poema, minha tristeza que consegui transformar em versos. Bons negócios, felizes dias e Boa Leitura.  
A foto ao lado denominei  "SÃO PAULO, ARREBOL E FLORES" ( óleo sobre tela) paisagem que compus vista da minha varanda no 17º andar. Vê-se tremulando a Bandeira de São Paulo no alto do Edifício Banespa no centro da cidade. 

             CIDADE GRANDE  ( ROTINA E REALIDADE CRUEL...)  
                                                        
                                             Mary Balth  SP. 31.05.2001           

                     É um corpo que cai,
              É um ser que despenca!...
              Na calçada, onde jaz.
               
              Transeuntes que passam,
              Largos passos têm pressa
              Seus olhares desviam,
              Sem olhar para trás.
                
              Nas fachadas, tão perto,
              De janelas cerradas,
              Como punhos fechados,
              A cidade se esconde!
              
              Por detrás de altos muros.
         Já não vê, nem pressente,
               Já não ouve nem sente,
              Enterrou sua alma,
              Nas calçadas de pedra.


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Grata pelos comentários dirigidos ao meu blog. A poesia também lhes agradece considerando que é muito raro alguém de bom coração não se interessar por estórias de sentimentos contadas em versos.

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