Nasceu a ideia para este poema quando andava de ônibus pela famosa
Rua da Consolação, na nossa querida Cidade de São Paulo, Capital. É uma rua
antiga, com casarios e lanternas nas sacadas. Então me inspirei nas
reminiscências daquela velha rua que me contava histórias, como se
entrasse no túnel do tempo e criei este poema.
Boa semana para todos, com muita paz e tranquilidade em seus
lares. Até breve, sempre com mais poemas e suas histórias.
P A L A V R A ( REVELAÇÃO )
Mary Balth 22.02.2002
Entro no túnel do tempo agora,
Revejo as ruas desta cidade.
Penso nas flores esbranquiçadas do meu jardim!
Entro nos sonhos, enquanto
durmo, derrubo muros do meu quintal,
Pressinto luas como mortalhas,
entrando tontas pelas vidraças,
Das naves frias da catedral...
Percebo trilhos, trilhos
vazios, descaminhados, não vão a nada...
Vejo bandeiras, de faixas
brancas, presas aos mastros,
sem inscrição.
E verdes frios, amarelados, que
não são verdes,
que não são nada...
Nas grandes placas desta cidade
quadriculada,
não vejo nada.
E nas janelas das velhas casas desabitadas,
Vejo lanternas já desbotadas, sem emoção.
Vejo
figuras pelas estradas perambulando
De vestes soltas, quase sem cor.
Procuro cores, percebo odores,
invoco o Verbo da Criação.
e na calçada, riscada em giz,
vejo a palavra tão almejada,
caligrafada no Idioma do meu País.
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Grata pelos comentários dirigidos ao meu blog. A poesia também lhes agradece considerando que é muito raro alguém de bom coração não se interessar por estórias de sentimentos contadas em versos.