sábado, 9 de agosto de 2014

CENAS DA CIDADE - PARA RELEMBRAR...

Uma cena rotineira me proporcionou a ideia deste poema. Uma moça na calçada aguardando a condução. Existe algo mais comum num dia de semana qualquer? Entretanto, ao me dirigir até a janela, pude observar lá embaixo a moça andando de um lado para outro, sua energia transborda, exibe sua aflição...  Meus pensamentos ali focados entenderam sua mensagem, um sopro de vida a esperar pelo destino. Pode ser a qualquer tempo, em algum lugar, numa grande cidade ou quem sabe em um pequeno povoado distante, perdido no meio do nada, alguém estará a esperar pelos desígnios do seu próprio destino, como entender? Temos pressa, não queremos esperar!!! ...

Cenas da Cidade
                              Mary Balth São Paulo  17/02/2011
Uma moça na calçada,
Aguardando a condução,
Impaciente caminha para um lado
         e para o outro...
Num ponto de transição.

A moça pensa e repensa,
Os pensamentos estão soltos,
Como bichos sem controle,
A moça e suas promessas,
Seus desejos mais secretos,
Sepulta seus sentimentos,
Num canto escuro e profundo,
Tenta esquecer os seus sonhos,
Na rotina desse dia...

Será que o destino existe?
Pergunta a moça inocente,
As horas passam depressa...
É o relógio verdadeiro,
Nas horas que faz soar?

A lua se mostra leve
Nessa tarde de verão,
Aguarda a noite chegar,
Para exibir a beleza
De uma noite de luar...

Repica o sino na igreja,
O sol se põe no horizonte,
A chuva cai tão pesada,
Lavando os muros, as casas,
Lavando a alma, afinal...

E a moça na calçada,
Continua a esperar,
Um dia meu Deus, quem sabe,
Depois de tanto aguardar
Seu jardim vai florescer

E as rosas irão brotar!...

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Grata pelos comentários dirigidos ao meu blog. A poesia também lhes agradece considerando que é muito raro alguém de bom coração não se interessar por estórias de sentimentos contadas em versos.

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