Este
poema é dedicado a uma casa, simples assim. De estilo europeu, nós gostávamos
de vê-la, imponente, triste e vazia naquela rua solitária. Agora, homens
trabalhando para derrubar aquelas paredes preparadas com tanto esmero em outros
tempos!.
Tudo
passa nesta vida. É o passado dando lugar ao futuro.
Chegou o fim de semana, boa leitura e bons momentos de Paz para todos os meus leitores
NOVOS
TEMPOS ( Desconstruindo o passado...)
MARY
BALTH SP 02 MARÇO 2014
Madeira, tijolo, pedras,
Cada degrau construído,
Relembra fatos vividos,
Surreal tudo nasceu.
Do papel saiu a forma,
E do campo das ideias,
Dos terrenos da ilusão,
Foi nascendo a cada dia
E se tornou construção.
Casamentos, nascimentos,
Festejos de toda sorte.
Brotaram destas paredes
Muitas palmas, muitos ais.
Naquela casa nasceram,
Muitos romances e planos
Tantos sorrisos e prantos,
Várias estórias de amor.
O tempo tudo devora
Vai mostrando a sua marca,
Colocando tatuagens na vida de cada um.
Olhando as pedras caindo,
Paredes desmoronando,
Revi famílias formadas,
Vários sonhos revividos,
À sombra deste jardim.
De tudo ali construído,
Nada mais existe agora.
Interpretando o momento,
Pensando no que restou,
Aquele monte de pó,
A saudade apareceu,
Carregada de lembranças,
Num canto um banco quebrado,
Sentou-se para chorar.
O presente sempre cede
Ao futuro que chegou.
A vida apenas avança,
A bela casa de outrora,
Agora apenas lembrança.
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Grata pelos comentários dirigidos ao meu blog. A poesia também lhes agradece considerando que é muito raro alguém de bom coração não se interessar por estórias de sentimentos contadas em versos.